Com narrativa de cinema, Mafia II preza pela riqueza de detalhes


DE SÃO PAULO

À primeira vista, comparar Mafia II a Grand Theft Auto parece inevitável, mas o jogo da 2K Czech é, sobretudo, uma história interativa sobre um pobre imigrante italiano que, para fugir da miséria, envolve-se com o crime orga­nizado. Tudo isso ambienta­do entre as décadas de 40 e 50, na fictícia Empire City, e permeado por tiroteios, per­seguições e roubos, entre ou­tros crimes.

Com versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360 e preço de R$ 199, Mafia II dá vida a uma cidade rica em detalhes e com uma inconfundível inspiração em Nova York.

Divulgação Game Mafia II, que tem o crime organizado como pano de fundo; versão americana foi lançada em 24 de agosto

Enquanto vive a história de Vito, seduzido pelo poder, o jogador tem a oportunida­de de conhecer personagens interessantes, em uma narra­tiva que lembra as produções de Hollywood.

Conforme avança em sua carreira criminosa, Vito aprende a roubar carros --por meio de uma chave-mestra ou quebrando o vidro da janela--, subornar policiais e despistar viaturas pe­las ruas de Empire City. Não demora até aparecerem si­tuações de vida ou morte: nos tiroteios, é fundamental buscar cobertura em elemen­tos do cenário e ter uma pon­taria certeira nas oportunida­des em que os inimigos ficam expostos.

Detalhes

Boa parte do fascínio exer­cido por Mafia II está nos de­talhes: muitos objetos do ce­nário são passíveis de intera­ção. No apartamento de seu amigo de infância, Joe, Vito pode abrir o armário e vestir roupas diferentes, tirar uma soneca no sofá ou, com o per­dão do trocadilho, "assaltar a geladeira".

Vito ainda consegue reu­nir vários carros na garagem, além de mudar suas pintu­ras, acrescentar acessórios, e por aí vai. Nas lojas de rou­pas, ele tem a oportunidade de esbanjar o dinheiro ganho no crime em trajes de marca e, no bar, beber uma cerveja para relaxar.

Parecem características ir­relevantes, mas essa atenção às minúcias é que faz o joga­dor se sentir realmente na pe­le de um mafioso e experi­mentar as sensações de uma rápida ascensão ao poder, ainda que por meios bastan­te discutíveis.

Como Mafia II procura im­primir uma mecânica não li­near, nem sempre falhar em uma missão significa ter que fazê-la novamente, já que, para algumas delas, há múl­tiplos desfechos possíveis. A história segue em frente, le­vando em conta todos os atos e ações do jogador.

Além da versão tradicio­nal, Mafia II também está dis­ponível na versão de colecio­nador, com direito a caixa metálica e diversos extras. O game é recomendado para maiores de 17 anos.

Assim como o original, Mafia II é uma opção exce­lente para os chegados ao universo de "O Poderoso Chefão" e afins, e mostra que uma boa narrativa, aliada à tecnologia de ponta, pode fazer a diferença em um video­game.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/793889-com-narrativa-de-cinema-mafia-ii-preza-pela-riqueza-de-detalhes.shtml


 

 

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