Secretaria diz que greve dos professores de SP teve menos de 1% de adesão


da Folha Online

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Secretaria da Educação afirma que a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo teve adesão de menos de 1% do total de professores. Atualmente, o quadro é formado por cerca de 220 mil professores, entre efetivos e temporários.

Professores da rede estadual de SP entram em greve
Secretaria diz que greve é "decisão política"

A paralisação começou hoje, após uma assembleia decidir pela greve na sexta-feira (5), por tempo indeterminado. A principal reivindicação da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) é um reajuste salarial de 34,3%.

De acordo com o sindicato, a greve ainda está na fase de "mobilização, com o objetivo de envolver demais professores e comunidade escolar." Em pelo menos quatro escolas da cidade de São Paulo, diz a Apeoesp, houve adesão dos professores. Nesta manhã, membros do sindicato ficaram nas portas de escolas para conversar com pais, alunos e professores.

"A responsabilidade demonstrada pela quase totalidade dos 220 mil professores do Estado é mais uma prova de que a tentativa de greve é um movimento político, inimigo da educação de São Paulo e contrário até mesmo aos interesses dos próprios professores", afirma a secretaria.

A Apeoesp marcou assembleias regionais para quinta-feira (11), para avaliar a greve, e uma reunião estadual para sexta, no vão do Masp, para definir os rumos do movimento. A intenção é realizar, também, uma passeata pela avenida Paulista.

Reajuste

De acordo com a Apeoesp, a proposta, feita pelo governo, de incorporar as gratificações ao salário cria um reajuste de 0,27% para professores até a 4ª série do ensino fundamental, e 0,59% para os professores da 5ª série do ensino fundamental ao ensino médio.

Com a greve, os professores esperam que a gestão José Serra (PSDB) sinta-se pressionada e inicie um processo de negociação para o reajuste dos salários. O objetivo é conseguir 34,3%.

A secretaria, que já havia dito que não havia condição econômica para sustentar o aumento, voltou a afirmar hoje que não há justificativa para a reivindicação, "medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões, o que desorganizaria as finanças da educação e até mesmo do conjunto do governo do Estado".

A pasta diz que sua folha de pagamentos cresceu 33% entre 2005 e 2009, passando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões.

Danilo Verpa/ Professores da rede estadual de SP votam pela realização de greve; assembleia ocorreu na praça da República

Compartilhe

twitter delicious Windows Live MySpace facebook Google digg

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u704069.shtml


 

 

Política de Privacidade