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Dólar fecha a R$ 1,73 e acumula queda de 1,2% na semana; Bovespa cede 0,14%
DE SÃO PAULO
Operadores de mercado já contam que o próximo "piso" para a taxa de câmbio deve rondar a casa de R$ 1,70, definidas as linhas gerais do processo de capitalização da Petrobras, uma operação bilionária, que fatalmente vai atrair capital estrangeiro.
E na jornada de hoje, os preços da moeda emendaram o quarto dia consecutivo de desvalorização, encerrando o expediente a R$ 1,731, um leve decréscimo de 0,05% sobre o fechamento de quinta. Na semana, a taxa de câmbio acumula uma queda de 1,25%.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cede 0,14%, aos 66.712 pontos. O giro financeiro é de R$ 6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem alta de 1%
Durante os negócios desta sexta, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 1,718, um dos menores preços já registrados neste ano. "O dólar vem testando patamares cada vez mais baixos [nos últimos dias], provavelmente por conta de alguns investidores estrangeiros, que têm interesse em participar da capitalização", comenta Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do banco Confidence, lembrando ainda que as boas notícias do front externo, ainda que pontuais, ajudaram na queda sucessiva das taxas.
"Pode ficar fácil para o dólar ir para R$ 1,70. Mas isso vai depender também do Banco Central. Se ele não tiver uma ação mais agressiva, além de enxugar moeda [por meio dos leilões diários de compra], é possível", acrescenta.
Uma discussão sempre renovada nas mesas de câmbio é a possibilidade do BC reavivar a prática dos leilões de "swap" cambial reverso, o equivalente a uma operação de compra de moeda no mercado futuro, de modo a conter a derrocada das taxas. No mercado à vista, a autoridade monetária já aumentou o tamanho de suas intervenções: o volume de compras praticamente dobrou entre julho e agosto.
JUROS FUTUROS
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis. Hoje, o IBGE revelou que o PIB brasileiro desacelerou entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. O Banco Central anunciou uma projeção de 7,3% para o crescimento deste ano.
No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista foi mantida em 10,63% ao ano; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,67%. O contrato para janeiro de 2012 foi a exceção: a taxa prevista avançou de 11,33% para 11,37%.
Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/793669-dolar-fecha-a-r-173-e-acumula-queda-de-12-na-semana-bovespa-cede-014.shtml
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